domingo, 17 de agosto de 2008

As amostras de superfície - Pencil poppers

Grandes amostras para bater água e levantar peixes activos. Permitem atingir distâncias importantes, mesmo com vento de frente. A animação é bem mais rápida que a de um popper. Salpica muita água e faz simultâneamente um movimento de zig-zag muito atraente.

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S. Ferreira

As amostras de superfície - hélices

Amostras não muito utilizadas no nosso país, mas muito boas para robalos e anchovas.
O técnica de recuperação é fácil e baseia-se em toques de ponteira.

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S. Ferreira

As amostras de superfície - Poppers

Uma das minhas amostras favoritas, para robalos, anchovas e bailas.
Não são tão difíceis de trabalhar como os passeantes:

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A animação:
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S. Ferreira

As amostras de superfície - os passeantes

São de todas as amostras de superfície as mais técnicas.

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Na recuperação de um passeante, os toques e recuperação da linha são efetuados em simultâneo. De início é difícil coordenar os movimentos, mas chega-se lá facilmente:

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S. Ferreira

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Catch and Release - porquê libertar os peixes grandes?

Muito se fala e se tem falado, no mundo da pesca ao achigã, sobre a importância de que se reveste a libertação dos peixes pescados.
Apesar de não ser um indivíduo fundamentalista, com o passar do tempo, e com o acumular de conhecimentos, cheguei à conclusão que os exemplares grandes devem ser objeto de proteção especial.
Os motivos são os seguintes:

1- São os exemplares com maior potencial genético; os seus genes devem ser transmitidos às gerações seguintes, de modo a incrementar ainda mais o tamanho da espécie nas nossas águas;
2- São os exemplares que à partida produzem mais alevins, consequentemente produzindo mais descendência - são as galinhas dos ovos de ouro de uma massa de água;
3- O número de pescadores desportivos nas nossas águas interiores, aumenta todos os dias; sabendo que a maioria mata peixe, estaremos a delapidar as nossas águas, comprometendo o futuro da espécie e também o futuro da pesca desta espécie emblemática;
4- Os peixes mais combativos são os exemplares de grande porte; um achigã morto satisfaz momentaneamente a gula de uma pessoa, mas impede que muitos pescadores disfrutem do prazer de pescar um exemplar destes;
5- As nossas entidades estatais não protegem a espécie; fazem exatamente o contrário; as águas interiores são geridas apenas com interesses monetários, ficando sempre em último lugar as espécies nelas inseridas; manutenção de níveis de águas estáveis durante o período reprodutivo são uma utopia; não são feitos repovoamentos;
6- A ideia de não devolver o peixe pescado porque ao fazermos isso, alguém o irá pescar de seguida, é também um procedimento absurdo; se não o fizermos morrerá de certeza; se o soltarmos continuará a exercer o seu importante papel na massa de água em que está inserido.

Largemouth

Smallmouth

Há no entanto que ter em conta a forma como se manipula o peixe após a sua captura. Deve ser manuseado com as mãos molhadas para evitar danificar o seu muco protetor, deve ser agarrado na horizontal para não danificar os seus órgãos internos (apoiando para tal uma das mãos na barriga) e após a foto deve ser gentilmente devolvido, oxigenando-o no processo.
Sou contra a manutenção de peixes em viveiros durante horas, nas provas de pesca ou ainda em stringers. O stress traumático da confinação é uma aberração, assim como os danos provenientes de choques do peixe com os seus congéneres ou com objetos.

Oxigenação, e foto durante a libertação


JP a dar o exemplo e a garantir a continuidade


S. Ferreira

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Spinning nos Olhos de Água

A descarga que ocorreu recentemente na praia dos Olhos de Água, tratou de afugentar os banhistas, mas acabou por se tornar uma benção para o JP.
Coincidência ou não, voltou a encostar um cardume de anchovas e o JP facturou novamente com os seus jerkbaits e poppers demoníacos...


As águas aqueceram e há que aproveitar enquanto dura.

S. Ferreira

Em busca dos pelágicos

Após um início de tarde completamente desastroso, em que desferraram 2 grandes exemplares com jerkbait e um ataque brutal falhado à superfície, houve necessidade de uma grande calma na escolha da amostra a utilizar.
O cardume estava junto aos pés e apesar do vento assobiar insistentemente nos ouvidos, o fernesim era total: peixes voadores planavam em pânico.
Teve que se optar por uma amostra extremamente aerodinâmica e de desempenho até à data desconhecido porque era oriunda do outro lado do Atlântico, vindo recomendada pelo mestre dos mestres da pesca da anchova.

Os ataques eram de cortar a respiração porque eram efetuados com uma investida aérea inicial dos peixes, antes do abocanhar propriamente dito...
Curiosamente, a amostra escolhia o peixe através do seu tamanho XXL, levando a resultados superiores ao da maioria dos colegas de pesca, apesar de alguns ataques falhados que fazem parte do jogo.

Da contenda resultaram 6 exemplares, sendo estes, dois dos maiores:



S. Ferreira

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sessão nocturna de surfcasting ligeiro

Sessão de surfcasting ligeiro pela noite dentro, no paraíso da modalidade.
Nestas águas, as bailas, robalos, douradas, sargos e linguados são frequentes e abundantes. Ocasionalmente, as corvinas, ferreiras e atuns também aparecem.
Como iscos, os vermes e a pulga-da-areia imperam, sendo letais para a generalidade das espécies existentes.
Para as espécies de maior porte torna-se necessário utilizar cavalas e chocos vivos, obrigando a uma logística superior da nossa parte.
Apesar da falta de mar, o peixe esteve sempre presente. Não em qualidade, mas em quantidade.
Final de tarde:


Início da noite com a sucessão infindável de toques:


As bailas e sargos pequenos sucediam-se num ritmo frenético...
Após umas horas de sono, as picadas iniciam-se perto da madrugada, culminando numa agradável sessão de pesca.
Vindo o dia, experimenta-se a pesca com buldo.
Um robalote devolvido à água, duas cavalas e uma baila a desferrar aos pés.
Foi ainda possível contar com uma captura inesperada: um rufião ou enguia-de-areia.

Isco letal para os grandes robalos, fotografada e devolvida ao seu meio.

S. Ferreira