Mostrando postagens com marcador Achigã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Achigã. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 13 de junho de 2011
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Como segurar achigãs de porte
É comum ver fotos de achigãs. Mais comum ainda, é ver fotos nas quais os animais são mal manuseados, podendo o ato conduzir a graves lesões que limitarão a sua atividade futura, podendo mesmo conduzir à morte.
Para todos os que não matam, não vendem achigãs (infelizmente poucos, no triste panorama nacional) e se preocupam com o futuro deste magnífico peixe nas nossas águas, aqui fica a metodologia a seguir (molhar sempre as mãos):
Para todos os que não matam, não vendem achigãs (infelizmente poucos, no triste panorama nacional) e se preocupam com o futuro deste magnífico peixe nas nossas águas, aqui fica a metodologia a seguir (molhar sempre as mãos):
Copyright: © Texas Parks and Wildlife Department
SF
sábado, 5 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
1º Festival do achigã em Odemira
O empobrecimento dos stocks de achigã nacionais é uma realidade.
A falta de gestão adequada e responsável, associada à delapidação levada a cabo por pescadores lúdicos e de competição (para pagar os seus luxuosos barcos, etc.), estão a dizimar a espécie em águas nacionais.
Para cúmulo, sucedem-se eventos locais (autênticos tesouros deprimentes) dignos de um país do terceiro Mundo.
Odemira é um concelho magnífico e com muitos pontos fortes. A valorização da conhecida espécie de Santa Clara, devia ser feita através de atividades que tivessem em vista a sua preservação e não o contrário.
Com uma gestão cuidada, as águas de Santa Clara poderiam ser um exemplo a nível Nacional e trazer milhares de pescadores e turistas para o concelho, desenvolvendo o turismo local como nunca. Já este evento, é degradante e um passo para trás no tempo.
Aqui fica o meu repúdio para com as entidades envolvidas: Comissão Fabriqueira da Igreja de Santa Clara-a-Velha (com o apoio do Município de Odemira, da Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Velha, do Jornal Costa a Costa e da Rádio Maré Alta).
Notícia
A falta de gestão adequada e responsável, associada à delapidação levada a cabo por pescadores lúdicos e de competição (para pagar os seus luxuosos barcos, etc.), estão a dizimar a espécie em águas nacionais.
Para cúmulo, sucedem-se eventos locais (autênticos tesouros deprimentes) dignos de um país do terceiro Mundo.
Odemira é um concelho magnífico e com muitos pontos fortes. A valorização da conhecida espécie de Santa Clara, devia ser feita através de atividades que tivessem em vista a sua preservação e não o contrário.
Com uma gestão cuidada, as águas de Santa Clara poderiam ser um exemplo a nível Nacional e trazer milhares de pescadores e turistas para o concelho, desenvolvendo o turismo local como nunca. Já este evento, é degradante e um passo para trás no tempo.
Aqui fica o meu repúdio para com as entidades envolvidas: Comissão Fabriqueira da Igreja de Santa Clara-a-Velha (com o apoio do Município de Odemira, da Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Velha, do Jornal Costa a Costa e da Rádio Maré Alta).
Notícia
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Procedimentos para correcto manuseamento de achigãs tendo em vista a sua libertação

Foto: J. Palma
Hoje em dia, o correcto manuseamento dos achigãs, assume uma importância vital para o pescador moderno (competição ou simplesmente pesca desportiva). É importante assegurar que os peixes capturados sobrevivam de forma a manter a espécie nas nossas águas.Tendo em vista a preservação da espécie, em 2002 a BASS publicou o livro, Keeping Bass Alive, que constituiu uma das obras de mais destaque criadas para o efeito. A primeira versão the KBA descrevia não apenas conselhos e técnicas para manusear/tratar adequadamente os peixes, mas também a ciência por detrás das técnicas. KBA foi recentemente actualizada e condensada, sendo dividida em capítulos descarregáveis. No entanto, a obra original ainda está disponível para os que pretendem informações mais detalhadas, ou que simplesmente têm curiosidade sobre o porquê das medidas sugeridas.
Keeping bass alive
KBA (secções):
Perfuração da bexiga gasosa
Qualidade da água
Pesagem
Remoção do anzol e manuseamento
Gestão do viveiro
10 dicas para manuseamento
Fonte: BASS Conservation
SF
domingo, 12 de julho de 2009
Novo recorde do mundo de largemouth bass?
Captura de um achigã de boca grande no Japão com 10,12 kg (73,5 cm).
Data: 2 de Julho.
Foto:

Vídeo:
Fonte
Data: 2 de Julho.
Foto:

Vídeo:
Fonte
quarta-feira, 11 de março de 2009
JP e o achigã
O futuro não se faz com lamentações, enterrando a cabeça na areia. Faz-se sim com atitudes firmes:
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
A reprodução dos achigãs
O período reprodutivo do achigã é uma fase muito delicada.
Apesar da maior parte dos exemplares não adoptar esta atitude após o defeso, é frequente encontrar ainda peixes no ninho.
Sempre que isso aconteça, todo o indivíduo responsável e consciente em caso algum deve incomodar os peixes, deixando-os completar o seu ciclo vital e assim permitir a continuidade desta ameaçada espécie, nas nossas águas interiores.
A falta de respeito perante uma postura, tanto pela captura e devolução, como através da remoção definitiva do(s) peixe(s), conduz quase sempre à eliminação da prole.
Vídeo da autoria do meu amigo, A. Martins:
Apesar da maior parte dos exemplares não adoptar esta atitude após o defeso, é frequente encontrar ainda peixes no ninho.
Sempre que isso aconteça, todo o indivíduo responsável e consciente em caso algum deve incomodar os peixes, deixando-os completar o seu ciclo vital e assim permitir a continuidade desta ameaçada espécie, nas nossas águas interiores.
A falta de respeito perante uma postura, tanto pela captura e devolução, como através da remoção definitiva do(s) peixe(s), conduz quase sempre à eliminação da prole.
Vídeo da autoria do meu amigo, A. Martins:
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Catch and Release - porquê libertar os peixes grandes?
Muito se fala e se tem falado, no mundo da pesca ao achigã, sobre a importância de que se reveste a libertação dos peixes pescados.
Apesar de não ser um indivíduo fundamentalista, com o passar do tempo, e com o acumular de conhecimentos, cheguei à conclusão que os exemplares grandes devem ser objeto de proteção especial.
Os motivos são os seguintes:
1- São os exemplares com maior potencial genético; os seus genes devem ser transmitidos às gerações seguintes, de modo a incrementar ainda mais o tamanho da espécie nas nossas águas;
2- São os exemplares que à partida produzem mais alevins, consequentemente produzindo mais descendência - são as galinhas dos ovos de ouro de uma massa de água;
3- O número de pescadores desportivos nas nossas águas interiores, aumenta todos os dias; sabendo que a maioria mata peixe, estaremos a delapidar as nossas águas, comprometendo o futuro da espécie e também o futuro da pesca desta espécie emblemática;
4- Os peixes mais combativos são os exemplares de grande porte; um achigã morto satisfaz momentaneamente a gula de uma pessoa, mas impede que muitos pescadores disfrutem do prazer de pescar um exemplar destes;
5- As nossas entidades estatais não protegem a espécie; fazem exatamente o contrário; as águas interiores são geridas apenas com interesses monetários, ficando sempre em último lugar as espécies nelas inseridas; manutenção de níveis de águas estáveis durante o período reprodutivo são uma utopia; não são feitos repovoamentos;
6- A ideia de não devolver o peixe pescado porque ao fazermos isso, alguém o irá pescar de seguida, é também um procedimento absurdo; se não o fizermos morrerá de certeza; se o soltarmos continuará a exercer o seu importante papel na massa de água em que está inserido.
Largemouth
Smallmouth
Há no entanto que ter em conta a forma como se manipula o peixe após a sua captura. Deve ser manuseado com as mãos molhadas para evitar danificar o seu muco protetor, deve ser agarrado na horizontal para não danificar os seus órgãos internos (apoiando para tal uma das mãos na barriga) e após a foto deve ser gentilmente devolvido, oxigenando-o no processo.
Sou contra a manutenção de peixes em viveiros durante horas, nas provas de pesca ou ainda em stringers. O stress traumático da confinação é uma aberração, assim como os danos provenientes de choques do peixe com os seus congéneres ou com objetos.
Oxigenação, e foto durante a libertação
JP a dar o exemplo e a garantir a continuidade
S. Ferreira
Apesar de não ser um indivíduo fundamentalista, com o passar do tempo, e com o acumular de conhecimentos, cheguei à conclusão que os exemplares grandes devem ser objeto de proteção especial.
Os motivos são os seguintes:
1- São os exemplares com maior potencial genético; os seus genes devem ser transmitidos às gerações seguintes, de modo a incrementar ainda mais o tamanho da espécie nas nossas águas;
2- São os exemplares que à partida produzem mais alevins, consequentemente produzindo mais descendência - são as galinhas dos ovos de ouro de uma massa de água;
3- O número de pescadores desportivos nas nossas águas interiores, aumenta todos os dias; sabendo que a maioria mata peixe, estaremos a delapidar as nossas águas, comprometendo o futuro da espécie e também o futuro da pesca desta espécie emblemática;
4- Os peixes mais combativos são os exemplares de grande porte; um achigã morto satisfaz momentaneamente a gula de uma pessoa, mas impede que muitos pescadores disfrutem do prazer de pescar um exemplar destes;
5- As nossas entidades estatais não protegem a espécie; fazem exatamente o contrário; as águas interiores são geridas apenas com interesses monetários, ficando sempre em último lugar as espécies nelas inseridas; manutenção de níveis de águas estáveis durante o período reprodutivo são uma utopia; não são feitos repovoamentos;
6- A ideia de não devolver o peixe pescado porque ao fazermos isso, alguém o irá pescar de seguida, é também um procedimento absurdo; se não o fizermos morrerá de certeza; se o soltarmos continuará a exercer o seu importante papel na massa de água em que está inserido.
Largemouth
SmallmouthHá no entanto que ter em conta a forma como se manipula o peixe após a sua captura. Deve ser manuseado com as mãos molhadas para evitar danificar o seu muco protetor, deve ser agarrado na horizontal para não danificar os seus órgãos internos (apoiando para tal uma das mãos na barriga) e após a foto deve ser gentilmente devolvido, oxigenando-o no processo.
Sou contra a manutenção de peixes em viveiros durante horas, nas provas de pesca ou ainda em stringers. O stress traumático da confinação é uma aberração, assim como os danos provenientes de choques do peixe com os seus congéneres ou com objetos.
Oxigenação, e foto durante a libertação
JP a dar o exemplo e a garantir a continuidadeS. Ferreira
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Captura e devolução
O achigã (Micropterus salmoides) foi introduzido no nosso país por volta nos anos sessenta.
Desde aí, conheceu uma dispersão sem limites de norte a sul.
No meu ponto de vista, o sul do país necessitava deste peixe nas suas águas, porque se tratava de um predador de topo, que iria promover a selecção das várias espécies de ciprinídeos autóctones (a carpa não é autóctone). Tratava-se de um peixe combativo caracterizado por dar saltos acrobáticos durante o ataque às amostras artificiais e nos instantes seguintes à luta.
Os anos 70 e 80 foram o período de ouro para pescar este peixe. Algumas barragens possuiam exemplares com um tamanho muito acima da média europeia. Com a introdução das modernas técnicas de pesca Americanas e a sua grande divulgação, assistiu-se a um decréscimo dos efectivos deste peixe nalguns locais mais emblemáticos (ex: Sta. Clara).
Neste período os peixes com mais de 3 kg eram abundantes e utilizando técnicas selectivas, os exemplares grandes estavam acessíveis. Na altura a devolução do peixe após a captura não era um procedimento muito usual.
Se entrarmos em conta com as delapidações prepetuadas pelos indivíduos que utilizavam peixe vivo, vamos entender a diminuição que se seguiu a este período inicial.
Estes ecossistemas de águas paradas são terrivelmente vulneráveis e sem entrarmos em conta com a fiscalização e repovoamentos inexistentes, o panorama não tem sido nada animador...
A captura e solta é hoje em dia uma prática corrente para muitos Portugueses.
Tendo em conta o que referi anteriormente, para conseguirmos manter este fantástico peixe desportivo nas nossas águas durante muitos anos, teremos sem qualquer dúvida que manusear correctamente os exemplares pescados e devolvé-los o mais rapidamente possível (e adequadamente) ao seu meio.
Actualmente faço-o a 100% com os reprodutores, pois a remoção destes dita a regressão das populações. Guardo a luta proporcionada na minha memória e as fotos que congelaram o exemplar no meu banco de dados.
A libertação deve ser também encarada como um agradecimento nosso, ao exemplar que nos proporcionou aqueles momentos únicos.
A pesca não deve ser vista como uma actividade da qual teremos que ter necessariamente um retorno; a pesca é uma libertação e uma actividade que nos permite fazer parte integrante da natureza. E como nós humanos já nos apercebemos, fazemos parte desta última. Destruindo-a, estamos a destruir-nos a nós próprios.
S. Ferreira
Assinar:
Postagens (Atom)

