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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Como segurar achigãs de porte

É comum ver fotos de achigãs. Mais comum ainda, é ver fotos nas quais os animais são mal manuseados, podendo o ato conduzir a graves lesões que limitarão a sua atividade futura, podendo mesmo conduzir à morte.
Para todos os que não matam, não vendem achigãs (infelizmente poucos, no triste panorama nacional) e se preocupam com o futuro deste magnífico peixe nas nossas águas, aqui fica a metodologia a seguir (molhar sempre as mãos):

Copyright: © Texas Parks and Wildlife Department

SF

sábado, 5 de setembro de 2009

Lunkercam

Observação on-line de achigãs de boca grande da Flórida no seu habitat natural (por Glen Lau, autor de "Bigmouth Forever").

Lunkercam

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

1º Festival do achigã em Odemira

O empobrecimento dos stocks de achigã nacionais é uma realidade.
A falta de gestão adequada e responsável, associada à delapidação levada a cabo por pescadores lúdicos e de competição (para pagar os seus luxuosos barcos, etc.), estão a dizimar a espécie em águas nacionais.
Para cúmulo, sucedem-se eventos locais (autênticos tesouros deprimentes) dignos de um país do terceiro Mundo.
Odemira é um concelho magnífico e com muitos pontos fortes. A valorização da conhecida espécie de Santa Clara, devia ser feita através de atividades que tivessem em vista a sua preservação e não o contrário.
Com uma gestão cuidada, as águas de Santa Clara poderiam ser um exemplo a nível Nacional e trazer milhares de pescadores e turistas para o concelho, desenvolvendo o turismo local como nunca. Já este evento, é degradante e um passo para trás no tempo.
Aqui fica o meu repúdio para com as entidades envolvidas: Comissão Fabriqueira da Igreja de Santa Clara-a-Velha (com o apoio do Município de Odemira, da Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Velha, do Jornal Costa a Costa e da Rádio Maré Alta).

Notícia

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Procedimentos para correcto manuseamento de achigãs tendo em vista a sua libertação

Foto: J. Palma

Hoje em dia, o correcto manuseamento dos achigãs, assume uma importância vital para o pescador moderno (competição ou simplesmente pesca desportiva). É importante assegurar que os peixes capturados sobrevivam de forma a manter a espécie nas nossas águas.

Tendo em vista a preservação da espécie, em 2002 a BASS publicou o livro, Keeping Bass Alive, que constituiu uma das obras de mais destaque criadas para o efeito. A primeira versão the KBA descrevia não apenas conselhos e técnicas para manusear/tratar adequadamente os peixes, mas também a ciência por detrás das técnicas. KBA foi recentemente actualizada e condensada, sendo dividida em capítulos descarregáveis. No entanto, a obra original ainda está disponível para os que pretendem informações mais detalhadas, ou que simplesmente têm curiosidade sobre o porquê das medidas sugeridas.

Keeping bass alive

KBA (secções):

Perfuração da bexiga gasosa
Qualidade da água
Pesagem
Remoção do anzol e manuseamento
Gestão do viveiro
10 dicas para manuseamento


Fonte: BASS Conservation

SF

domingo, 12 de julho de 2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

JP e o achigã

O futuro não se faz com lamentações, enterrando a cabeça na areia. Faz-se sim com atitudes firmes:

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A reprodução dos achigãs

O período reprodutivo do achigã é uma fase muito delicada.
Apesar da maior parte dos exemplares não adoptar esta atitude após o defeso, é frequente encontrar ainda peixes no ninho.
Sempre que isso aconteça, todo o indivíduo responsável e consciente em caso algum deve incomodar os peixes, deixando-os completar o seu ciclo vital e assim permitir a continuidade desta ameaçada espécie, nas nossas águas interiores.
A falta de respeito perante uma postura, tanto pela captura e devolução, como através da remoção definitiva do(s) peixe(s), conduz quase sempre à eliminação da prole.

Vídeo da autoria do meu amigo, A. Martins:

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Catch and Release - porquê libertar os peixes grandes?

Muito se fala e se tem falado, no mundo da pesca ao achigã, sobre a importância de que se reveste a libertação dos peixes pescados.
Apesar de não ser um indivíduo fundamentalista, com o passar do tempo, e com o acumular de conhecimentos, cheguei à conclusão que os exemplares grandes devem ser objeto de proteção especial.
Os motivos são os seguintes:

1- São os exemplares com maior potencial genético; os seus genes devem ser transmitidos às gerações seguintes, de modo a incrementar ainda mais o tamanho da espécie nas nossas águas;
2- São os exemplares que à partida produzem mais alevins, consequentemente produzindo mais descendência - são as galinhas dos ovos de ouro de uma massa de água;
3- O número de pescadores desportivos nas nossas águas interiores, aumenta todos os dias; sabendo que a maioria mata peixe, estaremos a delapidar as nossas águas, comprometendo o futuro da espécie e também o futuro da pesca desta espécie emblemática;
4- Os peixes mais combativos são os exemplares de grande porte; um achigã morto satisfaz momentaneamente a gula de uma pessoa, mas impede que muitos pescadores disfrutem do prazer de pescar um exemplar destes;
5- As nossas entidades estatais não protegem a espécie; fazem exatamente o contrário; as águas interiores são geridas apenas com interesses monetários, ficando sempre em último lugar as espécies nelas inseridas; manutenção de níveis de águas estáveis durante o período reprodutivo são uma utopia; não são feitos repovoamentos;
6- A ideia de não devolver o peixe pescado porque ao fazermos isso, alguém o irá pescar de seguida, é também um procedimento absurdo; se não o fizermos morrerá de certeza; se o soltarmos continuará a exercer o seu importante papel na massa de água em que está inserido.

Largemouth

Smallmouth

Há no entanto que ter em conta a forma como se manipula o peixe após a sua captura. Deve ser manuseado com as mãos molhadas para evitar danificar o seu muco protetor, deve ser agarrado na horizontal para não danificar os seus órgãos internos (apoiando para tal uma das mãos na barriga) e após a foto deve ser gentilmente devolvido, oxigenando-o no processo.
Sou contra a manutenção de peixes em viveiros durante horas, nas provas de pesca ou ainda em stringers. O stress traumático da confinação é uma aberração, assim como os danos provenientes de choques do peixe com os seus congéneres ou com objetos.

Oxigenação, e foto durante a libertação


JP a dar o exemplo e a garantir a continuidade


S. Ferreira

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Captura e devolução















O achigã (Micropterus salmoides) foi introduzido no nosso país por volta nos anos sessenta.
Desde aí, conheceu uma dispersão sem limites de norte a sul.
No meu ponto de vista, o sul do país necessitava deste peixe nas suas águas, porque se tratava de um predador de topo, que iria promover a selecção das várias espécies de ciprinídeos autóctones (a carpa não é autóctone). Tratava-se de um peixe combativo caracterizado por dar saltos acrobáticos durante o ataque às amostras artificiais e nos instantes seguintes à luta.
Os anos 70 e 80 foram o período de ouro para pescar este peixe. Algumas barragens possuiam exemplares com um tamanho muito acima da média europeia. Com a introdução das modernas técnicas de pesca Americanas e a sua grande divulgação, assistiu-se a um decréscimo dos efectivos deste peixe nalguns locais mais emblemáticos (ex: Sta. Clara).
Neste período os peixes com mais de 3 kg eram abundantes e utilizando técnicas selectivas, os exemplares grandes estavam acessíveis. Na altura a devolução do peixe após a captura não era um procedimento muito usual.
Se entrarmos em conta com as delapidações prepetuadas pelos indivíduos que utilizavam peixe vivo, vamos entender a diminuição que se seguiu a este período inicial.
Estes ecossistemas de águas paradas são terrivelmente vulneráveis e sem entrarmos em conta com a fiscalização e repovoamentos inexistentes, o panorama não tem sido nada animador...
A captura e solta é hoje em dia uma prática corrente para muitos Portugueses.
Tendo em conta o que referi anteriormente, para conseguirmos manter este fantástico peixe desportivo nas nossas águas durante muitos anos, teremos sem qualquer dúvida que manusear correctamente os exemplares pescados e devolvé-los o mais rapidamente possível (e adequadamente) ao seu meio.
Actualmente faço-o a 100% com os reprodutores, pois a remoção destes dita a regressão das populações. Guardo a luta proporcionada na minha memória e as fotos que congelaram o exemplar no meu banco de dados.
A libertação deve ser também encarada como um agradecimento nosso, ao exemplar que nos proporcionou aqueles momentos únicos.
A pesca não deve ser vista como uma actividade da qual teremos que ter necessariamente um retorno; a pesca é uma libertação e uma actividade que nos permite fazer parte integrante da natureza. E como nós humanos já nos apercebemos, fazemos parte desta última. Destruindo-a, estamos a destruir-nos a nós próprios.


S. Ferreira